Alvarinho 2 2 1: Anselmo Mendes e Diogo Lopes lançam vinho inédito em honra à mais importante casta branca portuguesa

Alvarinho 2 2 1: Anselmo Mendes e Diogo Lopes lançam vinho inédito em honra à mais importante casta branca portuguesa

  • Duas regiões, dois enólogos, um vinho. Os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes fundem duas expressões distintas da casta Alvarinho, com origem em vinhas de Monção, mas também da Região de Lisboa. E assim nasce o singular Alvarinho 2 2 1, para celebrar a mais reconhecida casta nacional.

 

Torres Vedras, 15 de Março de 2017

 

Monção, vale do Minho: clima de influência atlântica mais moderado, devido ao abrigo das montanhas do lado de Espanha e de Portugal. Lisboa, freguesia da Ventosa, em Torres Vedras: vinhas mais expostas, batidas pelas nortadas que chegam do mar. A Norte, amplitudes térmicas maiores. A Sul, picos de calor menos frequentes. Em Monção, terrenos graníticos. Na AdegaMãe, parcelas argilo-calcárias que concorrem a outro perfil de vinho. É nestes dois característicos terroirs que têm origem as uvas da casta Alvarinho, com as quais os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes desenharam um vinho inédito, no qual fundem duas expressões de regiões tão distintas. Duas regiões, dois enólogos, um vinho singular. Assim nasce o Alvarinho 2 2 1, engarrafado pela AdegaMãe, com o qual honram e celebram a mais importante casta branca portuguesa.

 

Projeto da autoria dos enólogos, o Alvarinho 2 2 1 é o resultado da experimentação que Anselmo Mendes tem desenvolvido a Norte e Diogo Lopes a Sul. Se o Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço é por demais reconhecido e aclamado a nível nacional e internacional, a expressão alcançada em Torres Vedras tem sido igualmente motivo de grande satisfação para os dois enólogos, envolvidos na AdegaMãe desde 2010 (Anselmo Mendes como consultor, Diogo Lopes como enólogo). Em Torres Vedras, a casta Alvarinho impôs-se em alguns dos mais importantes brancos AdegaMãe, contribuindo de forma decisiva para o reconhecimento de todo o projeto.

 

“Perante expressões tão diferenciadoras e de tamanha qualidade, surgiu a oportunidade e a vontade mútua de lançarmos um vinho inédito, em parceria, que no fundo conjuga o Alvarinho original com um Alvarinho em afirmação”, começa por dizer Anselmo Mendes. “Esta acaba por ser a nossa homenagem à mais importante casta portuguesa. Uma celebração muito exclusiva na forma de apenas 2700 garrafas, nas quais procuramos um Alvarinho muito distinto”, prossegue Diogo Lopes. “Acreditamos tratar-se de um vinho que conjuga o típico lado mais austero de Monção, com a exuberância e até salinidade característica de Lisboa. O resultado parece-nos muito interessante”, conclui Anselmo Mendes.

 

Sem que fosse compromisso de partida, o Alvarinho 2 2 1 acaba, curiosamente, por ser um blend 50/50 de Alvarinho de Monção e de Alvarinho de Lisboa, nascidos na colheita de 2015 e fermentados independentemente em barricas de carvalho francês. O lote final foi desenhado e engarrafado na AdegaMãe. “Foi com muito entusiasmo que nos associámos a esta ideia da dupla de enólogos que nos tem apoiado desde o início. A casta Alvarinho revela um perfil muito interessante nas nossas vinhas e, não só enriquece o nosso portfólio de vinhos, como apresenta este perfil diferenciador da Região de Lisboa, com potencial para ser conjugado com os melhores Alvarinhos de Monção. Estamos muito orgulhosos por esta homenagem à mais importante casta branca portuguesa”, afirma Bernardo Alves, diretor-geral da AdegaMãe.

 

Alvarinho 2 2 1 Colheita 2015

Castas: 100% Alvarinho (50% sub-Região de Monção e Melgaço; 50% Região de Lisboa)

Notas de prova: Nariz intrigante. Notas da casta, toranja e mel com um toque de pedra, mineralidade. Volumoso na boca, com bastante textura. Fruta citrina, muito expressivo e rico. Final intenso com ligeira salinidade.

Produção: 2700 garrafas

Preço: 25 Euros

 

Sobre Anselmo Mendes

Nasceu em Monção, em 1962, numa família ligada à agricultura e à vinha. Licenciado em Engenharia Agro-Industrial, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, começou a carreira de enólogo em 1988, na Região dos Vinhos Verdes, dedicando particular atenção ao potencial da mais nobre casta branca portuguesa: o Alvarinho. Com uma pós-graduação em enologia na Escola Superior de Biotecnologia do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, Anselmo Mendes seria reconhecido em Portugal como Enólogo do Ano, em 1998, apenas dez anos depois de começar a sua carreira. A Revista de Vinhos também o considerou Produtor do Ano (2011) e o semanário Expresso incluiu-o em 2012 na lista de 100 personalidades mais influentes do País. É um apaixonado pelo estudo das particularidades que cada casta exprime em diferentes solos e climas. Desenhou vinhos como o Muros Antigos Alvarinho 2008, considerado o melhor vinho branco português e o melhor Alvarinho do Mundo. O reconhecimento nacional e internacional dos Vinhos Verdes, construído ao longo das duas últimas décadas, confunde-se com a sua carreira.

 

Sobre Diogo Lopes

Nascido em Lisboa, em 1978, é um dos enólogos de referência da nova geração em Portugal. Experimentalista, partilha com a sua grande referência, Anselmo Mendes, a convicção de que os vinhos devem ser expressão genuína da região onde nascem. Na AdegaMãe, Diogo Lopes iniciou em 2010 a experimentação das grandes castas nacionais e internacionais, à procura das que melhor se afirmam no clima fresco e atlântico da Região de Lisboa. Despertou para o mundo do vinho graças às origens familiares beirãs e licenciou-se em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, em 2004. Durante a sua formação fez diversos estágios de vindima pelas principais regiões portuguesas (Vinhos Verdes, Douro e Alentejo) e em 2003 estagiou em Napa Valley, Califórnia. Começou a carreira profissional ao lado de Anselmo Mendes, na região do Alentejo, em 2005. Em 2009 concluiu uma pós-graduação em enologia, pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Em 2010, assumiu a enologia da AdegaMãe.

 

Sobre a AdegaMãe

A AdegaMãe nasce do investimento do Grupo Riberalves numa nova área de negócio e surge como uma homenagem da família Alves à sua matriarca, Manuela Alves. O conceito de “Mãe” é a inspiração para um espaço de nascimento, de criação, no qual se pretende potenciar as melhores uvas e fazer nascer os melhores vinhos. Localizada no Concelho de Torres e vocacionada para a produção de vinhos com características muito próprias, graças à proximidade do mar e influência do Clima Atlântico, a AdegaMãe é, igualmente, uma referência para o enoturismo da Região de Lisboa, destacando-se pela arquitetura exclusiva e por todas as atividades desenvolvidas em torno da vinha e do vinho. Sendo uma empresa do Grupo Riberalves, a marca Dory (inspirada nos Dóris, embarcações antigamente utilizadas pelos portugueses na pesca do bacalhau) representa a principal gama de vinhos comercializados. Depois da primeira vindima, realizada em 2010, a AdegaMãe tem vindo a colher reconhecimento no mercado nacional e internacional, para onde canaliza 60% da sua produção. Em 2016 a AdegaMãe foi eleita Empresa do Ano no Sector do vinho em Portugal, nos prémios atribuídos pela Revista de Vinhos. No mesmo ano, conquistou o Grande Prémio Escolha da Imprensa, com o vinho Dory Reserva Branco 2014. Em 2017 alcançou o primeiro Prémio Excelência alguma vez atribuído a um vinho branco da Região de Lisboa, com o vinho AdegaMãe Terroir 2013.



Para avançar deverá ter idade legal para consumir bebidas alcoólicas no país em que se encontra